20.2.05

Bitch

I hate the world today
You're so good to me
I know but I can't change
Tried to tell you
But you look at me like maybe
I'm an angel underneath
Innocent and sweet
Yesterday I cried
Must have been relieved to see
The softer side
I can understand how you'd be so confused
I don't envy you
I'm a little bit of everything
All rolled into one

I'm a bitch, I'm a lover
I'm a child, I'm a mother
I'm a sinner, I'm a saint
I do not feel ashamed
I'm your hell, I'm your dream
I'm nothing in between
You know you wouldn't want it any other way

So take me as I am
This may mean
You'll have to be a stronger man
Rest assured that
When I start to make you nervous
And I'm going to extremes
Tomorrow I will change
And today won't mean a thing

Just when you think, you got me figured out
The season's already changing
I think it's cool, you do what you do
And don't try to save me

I'm a bitch, I'm a tease
I'm a goddess on my knees
When you hurt, when you suffer
I'm your angel undercover
I've been numb, I'm revived
Can't say I'm not alive
You know I wouldn't want it any other way

*Meredith Brooks*

Fim de semana

"Domingo eu quero ver................ o domingo acabaaaaaaaaaaarr". Ou seria "sábado eu quero veeeeeeeeeeeeer..........o sábado passaaaaaaaaaaar".
Festa de família: eu não sei se gosto disso. Acho ótimo reencontrar pessoas, poder rir, etc. mas família é sempre... família! Reunião de família italiana, então, é pura gritaria. Muita reclamação. Muita bagunça. Muita comida.
Acho que sou tão reclamona por que esse adjetivo é genético. Italianos reclamam, gritam, falam com as mãos, se alegram com o vinho, se empanturram de tanto comer e não vêem a hora de chegar a sobremesa. Permanecem sentados à mesa esperando o café, que sai mais de uma hora depois, o que nos leva ao momento do lanche, que leva a outro café e, finalmente, à janta. Italiano adora uma boa mesa, uma boa conversa, uma boa reclamação.
A verdade é que cansei de ser italiana. Meu lado germânico cada dia está mais sobresalente, resultando, por enquanto, em uma grande confusão. Parece que estou sem identidade ou uma mistura das duas.
Fugi, é verdade, e perdi o parabéns do vô, que vitoriosamente completou seus 83 anos. Fugi por um bom motivo, descobri um melhor ainda, acabei hoje me rendendo, enfim, a ser quem sou, fazer o que quero, me divertindo, deixando de estudar, dando risada. Incrivelmente, após uma loooooooonga semana, voltei a sorrir.
Meu domingo, foi muito bom!

Piriri

Tecnicamente, "piriri" pode designar muita coisa. Pode ser uma dor de barriga momentânea e inesperada. Mas pode ser algo bem mais agradável.
"piriri" - substantivo abstrato - aquilo que você sente quando alguém te olha, quando alguém te toca, quando você nem consegue mais esconder aquilo que sente, e que se não sentia, já passou a sentir. Relativo à química que ocorre entre um casal antes de serem efetivamente um casal.
Ok. Será que fui clara? Fazia tempo que não sentia isso. Fazia tempo que não me dava um piriri simplesmente por um encontro de olhar. Brega ou não a verdade é que isso ocorre com todas as pessoas normais, teoricamente. Hoje, foi a minha vez.
E você, qual foi a última vez que sentiu?

13.2.05

Fim de semana em vermelho ou as novidades pré-aulas

Pois é, fim de semana pré volta às aulas é sempre um sacrifíco. Aquele balanço inevitável de tudo que gostaria ou deveria ter sido feito, tudo o que se concretizou, tudo o que virou planos para as próximas férias que só Deus sabe quando serão...
A verdade é que este fim de semana foi atípico.

1) Sobrinho que faz 2 anos acontece apenas uma vez na vida (pelo menos em quanto eu tiver apenas ele) - festa, bolo, brigadeiro, beijinho (de coco, claro), pirulito de dar voltas e bexigas pra todo canto; enquanto criança num chega, tia vira criança pra arrancar sorriso de rosto dorminhoco.
Conversas, conversas, conversas, descobre-se coisas boas de quem está sempre tão por perto, mata saudades de quem está de longe, descobre-se à idade ao ver o quanto as crianças cresceram. Essa é a vida!

2) Vermelho foi sem dúvida a cor do fim de semana. Primeiro, negociar na concessionária a compra do carrinho tão sonhado - mas o vermelhinho. "Você tem que cobrir minha oferta", "o que eu ganho colocando esse acessório?", "Qual a vantagem que eu levo com isso?", "Você me ajuda e eu te ajudo". Nesse ritmo, o resultado chama-se Celta Spirit Vermelho Lyra, a ser pago com suor e alegria. E que venha o próximo!

3) Vermelho, again! Pra completar, por que não um celular vermelho? É... Como diria a Érika, vermelho é mesmo a minha cor. Meu Siemens vermelho já ganhou meu coração!

Resumo resumido, que venham as aulas, os concursos, o emprego novo, o salário melhor e, por que não?, a casa própria! O meu único, lindo e perfeito: lar, doce lar!

Bom retorno à vida corrida de sempre!

12.2.05

I Won't Dance

"I won't dance, don't ask me
I won't dance, don't ask me
I won't dance Madame with you
My heart won't let my feet do things that they should do
You know what, you're lovely you know what, you're so lovely
And you know what you do to me
I'm like an ocean wave that's bumped on the shore
I feel so absolutely stumped on the floor"
Frank Sinatra

Ao ouvir essa música lembro-me de Franca. Sim, lembro-me do Pier e de quando acordava cedo para arrumar minha casa.
Tive minhas oportunidades. Com voz receosa e decidida ao mesmo tempo, disse vou pra FRC, pedi as contas no trabalho, deixei família, amigos, uma verdadeira cidade maravilhosa.
Aos poucos as lembranças começam a apagar de minha memória. Já não lembro quantos quarteirões separavam meu ap da UNESP ou do Savegnago (o supermercado da família feliz). Não me lembro o número da minha sala, metade dos nomes dos que estudavam comigo.
Lembro-me no entanto, de coisas aparentemente sem importância: do vento que soprava incessante, das árvores que cercavam o cemitério, das estantes da biblioteca e até mesmo em quais delas encontravem-se meus livros preferidos. Lembro-me do sol que diariamente me acordava, da medida exata de café que preparava, do rosto da cidade do interior estampado em cada um que estava sempre por perto.
Lembro-me da minha casa sempre arrumada, do cheiro e da cor. Lembro-me das vontades que tive e das coisas que não concretizei. Lembro-me do que alcancei, da coragem que adquiri, da loucura que de vez em quando tomava conta de mim.
Ainda ouço o vento soprando pela fresta da janela. Ainda conto as pedras portuguesas que compõem o chão da praça. Ainda sinto o frescor do corredor do Pier. Ainda procuro os livros que alguém escondeu em alguma estante da biblioteca.
Mas quer saber mesmo?? Me arrependo de jamais ter provado a torta de limão da Padaria Estrela, pra ver se ao menos uma vez na vida o Roxo teve razão...

11.2.05

Virtual

sempre tão perto de você
e há tanto tempo sem te ver
sinto você no vento
vejo você por dentro
e eu sem você
o pensamento faz sentir
pode criar e destruir
pesadelo medonho
ou inventar um sonho
para seguir
segui tanto sonho até acreditar
no instante maior do que a vida fugaz
te ver é vertigem pensar é miragem
se o tempo parasse guardava essa imagem
mas ele acabou de passar
se existiu eu já não sei
se foi real ou viajei
se foi o meu desejo
que viu e eu não vejo
eu te inventei

Zé Miguel Wisnik — Alice Ruiz

Porque o Zé Miguel é assim. Podia ficar horas escutando sua voz sempre no mesmo tom, me deixar perder em uma aula de literatura ou em um simples debate sobre a música da literatura brasileira... Porque quando pára, pensa e começa a cantar Chico no meio da aula, ganha mesmo o coração de quem estiver por perto, porque mais perfeito que seu canto, só o do próprio Buarque.
Porque nossa música é história, é literatura, é tempo e compasso, compaixão, coração. É grito, é sussurro, é alegria e é felicidade, é tristeza, enfim, é tudo que há mim.
E o Zé é assim. Com seus olhos calmos, sua voz terna, sua expressão que se assemelha à felicidade simples da vida, reverenciado pelos grandes, admirado entre os pequenos, ainda que não pra qualquer um, é sempre o mesmo Zé, mais um Zé no meio de nossa vida.

Adeus, final feliz!

Ultimamente tenho assistido a filmes demais. Pudera, estou em férias!
Ao mesmo tempo, meu feeling para a escolha já não está lá grandes coisas. Posso dizer seguramente que em cada 10 filmes que assisti no período, 8 tiveram finais trágicos ou tristes.
Um deles, no entanto, chama a atenção: "O Terminal".
Tom Hanks, mais uma vez, expõe um brilhantismo surpreendente no papel de alguém que espera. Sim, ele espera. E como! Assim como o Náufrago, que se mantém vivo, em o Terminal Viktor simplesmente espera. Consegue o que quer, volta pra casa. Mas... o que há de triste se a espera chega ao fim?
O mocinho não fica com a mocinha. Aliás, a mocinha, indecisa entre amor, desejo e amizade, deixa de ser convencional. Ele é a "mocinha" do filme, em termos técnicos, lógico! É ele quem espera, é ele quem encanta, é por ele que torcemos... Mas ele não alcança. Assim, adeus final feliz!
Assim como Diana provou ao mundo que nem todo sapo é princípe e qualquer príncipe pode ser um sapo, Hollywood entrou na dança da modernidade, onde as mulheres deixam de ser politicamente corretas, onde o final feliz no fim do filme é saber simplesmente que algo deu certo lá pelos últimos minutos do longa. É um tal de mocinho que morre, mocinha que morre, caminhos diferentes... e o importante é que em algum momento eles foram felizes juntos.
Há tempos não consigo mais assitir um filme e sair dele aliviada. Talvez seja exatamente este o motivo de eu ver sempre os mesmos...

10.2.05

Neruda

Soneto XVII

No te amo como si fueras rosa de sal, topacio
o flecha de claveles que propagan el fuego:
te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
secretamente, entre la sombra y el alma.
Te amo como la planta que no florece y lleva
dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
el apretado aroma que ascendió de la tierra.
Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas de orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera,
sino así de este modo en que no soy ni eres,
tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.

-Pablo Neruda-

Meu poema preferido: só podia ser Neruda!

9.2.05

Poesia 1

De verso em verso, ouço perto
O verso incerto
Rebento em riso, prosa, verso
Verso e reverso inverso a nós
E de nós, em nós, por nós
Ouço triste a melodia
Que rebenta dentro d'alma como rebenta
O rebento arrebentando o riso, a dor, os nós
Vivos n'alma como um amor
Puro e reto, tão incerto
Perto-certo, longe ou perto
Perto estamos eu e nós?


Antes que alguém pergunte, é minha, é intraduzível e não escrevi pensando em ninguém. Nem nome tem.

Comédias Românticas

Segunda-feira à noite o Telecine da Globo exibiu "Nunca fui beijada". Apesar de tarde da noite (acabou à 0:30h) e sabendo que de manhã logo cedo teria aula, não pude deixar de assistí-lo, por tantos motivos quantos puderem existir sobre o assunto. Comédia romântica é sem dúvida o gênero cinematográfico que mais mexe com as sensações positivas dos seres humanos (acreditava que era apenas com o sentimento das mulheres, mas aqui em FRC descobri que a coisa não é sempre assim...). Suspense, drama, policial: gêneros que te fazem ter medo, ansiedade ou tristeza; às vezes nos leva até ao desespero. Já a Comédia Romântica mexe com a felicidade momentânea, com o bem-estar, com o amor, a paixão, os sonhos e ideais. Impossível pensar que um drama ou um policial se passem em sua vida. Impossível, também, passar inerte a uma C.R.: o pensamento que me vem à cebeça é "por que isso não acontece em minha vida?" ou "como isso se parece com minha história!". Nesse espírito, comparar os filmes com a vivência cotidiana é inevitável. Pensar, por exemplo, em ter que conquistar na vida real quem amo na vida virtual como em "You've Got Mail" é comparável a descobrir-se apaixonado por alguém por suas idéias, é exatamente não se apaixonar pela efêmera beleza, mas pela imortal capacidade intelectual de ser quem é, assumindo pensamentos e ações. Ou então, pensar no "Casamento do Meu Melhor Amigo" ("My Best Friend's Wedding"), que inevitavelmente ocorrerá (em partes) em minha vida quando ele, meu melhor amigo nos tempos de colégio e depois, também meu ex-namorado, resolver casar-se. Não penso que tentarei afastá-los (nem mesmo espero ser convidada apenas 2 dias antes), mas acredito firmemente que farei minhas as palavras de "Jules" (Julia Roberts): "meu melhor amigo escolheu a melhor mulher" - pois é exatamente isso que espero, torço e acredito. Tantos outros filmes poderia citar aqui que jamais teria fim este post romântico. No entanto, 2 são os filmes com os quais pretendo encerrar: em 1° lugar, a comédia romântica que nunca consigo esquecer, e que ultimamente passa em minha cabeça todos os dias, é "Enquanto Você Dormia" ("While You Were Sleeping"). "Lucy" (Sandra Bullock) acredita firmemente que o que sente por determinado homem é amor. Com o tempo, descobre que o amor é mais que a imagem que vê todos os dias pela manhã: é a amizade, é o carinho, é a compreensão, o cuidado, o querer estar junto, é algo que se percebe num simples gesto ou olhar. E isso também é o amor para mim. A beleza perfeita é efêmera, enganosa, modal. A verdadeira beleza está simplesmente nos olhos de quem vê. A verdadeira beleza está em ser. SER! Por fim, o 2° filme é o próprio "Nunca Fui Beijada" (Never Been Kissed), que para mim também tem grande significado. Não porque eu nunca tenha sido beijada, mas porque este filme lembra muito do que fui e do que sempre quis ser. No filme, a fala última (ou matéria escrita e publicada) por "Josie Gellar" (Drew Barrymore) tem um aspecto interessante de estereotipação e pensamento pós-escolar. Segundo Josie, sempre haverão as meninas lindas, cuja beleza não passará com o tempo (ops! Mas onde mesmo ficou o cérebro?), que não se desgrudam e, no fim, formam um mini-grupo restrito de dar inveja (ainda bem que não é delas o amor ou o reconhecimento da capacidade intelectual, caso contrário nelas subsistiria a perfeição). Há ainda o grupo dos inteligentes, que tira boas notas, têm vontade imensa de estudar e fazem disso uma diversão, são amigáveis e receptivos, principalmente se você se encaixa neste perfil. Há a professora maluca, sim, aquela que você não sabe se ama ou detesta, mas que torna o período de aulas curto, engraçado e divertido. Há o professor dos sonhos, aquele bonito ou feio que sempre dará a melhor aula, sempre merecerá prioridade nos estudos e boa vontade de assistir aula mesmo que às 7AM. Por fim, o garoto perfeito, com seu sorriso inabalável e olhar sedutor, que te faz ter vontade de ir à escola, que arrasa todos os corações, que te faz perder o chão. Não importa se é thiago, se é rodrigo, se é nicolas, diogo ou abelardo, ele sempre estará lá, do pré à Universidade, esperando por você. E será ele que você descobrirá não ser perfeito, principalmente quando por você ele se apaixonar. É aí que você descobre quão superior e vacinada a tudo isto você é. É então que você se apaixona por alguém comum como você, que não faz parte da turma, do estereótipo, mas sim da realização da felicidade. O que tudo isso tem a ver comigo? Bastou ser da "Turma" para ter certeza que ali não era meu lugar. Meu lugar também não era entre os "crânios". Meu lugar é em mim mesma, nos meus anseios e convicções, nas verdades que busco, sigo e persigo. E tudo, tudo que move minha vida, todas as respostas, estão dentro de mim: o Deus que por infinita graça me faz viver e aprender a cada dia; o amor que me faz sorrir; a saudade que me faz querer que o sol altere seu ritmo; a família que guardo em "vídeos" e "fotos" dentro de minha mente e coração - tudo, tudo está dentro de mim. E escancará-los ao mundo, num jornal, num campo de baseball ou neste modesto blog, são apenas minhas, a opção e a vida.

1° Post

Será que existe uma responsabilidade no primeiro post?
Bem, se existe, quero publicá-lo logo, expôr meus pensamentos apenas no segundo, fugir de qualquer coisa que ponha medo ou frio na barriga.

Ah! E pra começar, um "melhores momentos" do meu antigo blog.